segunda-feira, 22 de março de 2010

13 curiosidades estranhas sobre terremotos

Conheça 13 fatos estranhos sobre terremotos que, se não o deixarem mais preparado para alguma catástrofe, com certeza poderão alimentar uma conversa de bar:  

  1. A terra está mais ativa sismicamente nos últimos 15 anos, de acordo com geólogos. Apesar disso, nem todos os especialistas concordam. 
  2. A cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, está se movendo em direção à Los Angeles (a uma taxa de 5 centímetros por ano, aproximadamente – o mesma taxa de crescimento de suas unhas da mão). 
  3. Março não é o mês do terremoto, por incrível que pareça. Em 1964, em março, aconteceu o maior terremoto do mundo, no Alasca, mas os outros terremotos mais devastadores conhecidos aconteceram em fevereiro (como o do Chile), novembro e dezembro. 
  4. Cerca de 500 mil terremotos acontecem no planeta todos os anos e são detectados por aparelhos. Destes, apenas 100 mil são sentidos por nós. Só a área da Califórnia "hospeda" 10 mil desses terremotos. 
  5. O Sol e a Lua também causam tremores. Já é comprovado que eles alteram as marés. Agora pesquisas mostram que eles também estimulam terremotos. 
  6. Uma cidade do Chile se moveu três metros de sua localização original após o grande terremoto de fevereiro que abalou o país.
  7. Não há clima propício para terremotos. Teoricamente, as áreas propícias a sofrer tremores podem estar em áreas frias, quentes, chuvosas – não há diferença. A pressão barométrica também não afeta o solo.
  8. A superfície da Terra foi levemente alterada pelo grande terremoto de 2004 que atingiu a Indonésia gerando o grande tsunami.
  9. O anel de fogo do Pacífico é a região mais geologicamente ativa da Terra. Ela circula a costa do Pacífico, passando pelas bordas da China, Rússia, Japão e áreas das Américas.
  10. Extração de petróleo causa pequenos terremotos. Mas nada muito exagerado – é que a retirada de algo das profundidades acaba causando a acomodação e o movimento das placas tectônicas, resultando em mini-tremores que mal são percebidos.
  11. O maior terremoto de que temos conhecimento aconteceu no Chile, em maio de 1960.
  12. Terremotos de um lado da Terra podem atingir regiões do outro lado do planeta. O terremoto chileno de 60 fez com que a Terra tremesse por alguns dias a fio.
  13. O terremoto mais mortal aconteceu na China em 1553. Estima-se que 830 mil pessoas morreram.

quinta-feira, 11 de março de 2010

POR QUE DIZER NÃO AO PRECONCEITO LINGUÍSTICO

Um dos objetivos fundamentais da educação conforme postulam os PCN é tornar o aluno um cidadão consciente dos seus direitos e deveres, desenvolvendo atitudes de participação social e política e ao mesmo tempo formando valores que o façam assumir atitudes solidárias, cooperativas e de repúdio às injustiças e discriminações.

Trazendo esses objetivos para o âmbito do ensino de língua portuguesa vemos que esse ideal ainda está longe de ser concretizado e isso não é difícil de se comprovar.

Os diversos estudos da Sociolinguística têm demonstrado que escola continua sendo perpetuadora de fracassos e desigualdades, sendo que grande parte disso está intimamente associado aos problemas de linguagem. Como afirma Soares (2002):

O conflito entre a linguagem de uma escola fundamentalmente a serviço das classes privilegiadas, cujos padrões linguísticos usa e quer ver usados, e a linguagem das camadas populares, que essa escola sensura e estigmatiza, é umas das principais causas do fracasso dos alunos pertencentes a essas camadas, na aquisição do saber escolar.

Como já foi dito, infelizmente os sérios estudos desenvolvidos pelas ciências da linguagem não tem sido suficientes para que a escola veja as variedades lingüísticas como um fator positivo. Infelizmente a escola ainda está contaminada de preconceitos. Persiste mito do “certo” e do “errado”.

Não raro, alguns poucos professores de língua portuguesa até tentam construir uma prática de ensino de língua materna inclusiva, mostrando a verdadeira realidade que o preconceito lingüístico esconde.

Mas, é na própria escola onde também está a resistência. Algumas pessoas que se consideram especialistas na língua portuguesa, quando na verdade nem passaram pelo curso de letras, nem muitos menos se preocupam e ler o mínimo do que dizem os postulados da linguística e sociolinguística, interpretam erroneamente o trabalho do professor, afirmando que “essa maneira de ensinar português” não ajuda o aluno em nada, justificando ser essa a causa de tantos alunos usarem mal a sua língua.

Para piorar ainda mais, essas mesmas pessoas acham que o professor que desenvolve seu trabalho sob a perspectiva da linguística acha errado ensinar a língua padrão, quando na verdade o que esse professor propõe é o inverso. Ele sabe, e muito bem, que o seu papel é justamente esse: fazer com que o aluno se aproprie da linguagem padrão como instrumento de luta contra as desigualdades e a favor de uma inserção cada vez mais ampla na sociedade em que vive.

Faz-se necessário deixar claro que o que é o foco do ensino de língua materna a partir de uma visão sócio-interacionista não está na questão de ensinar ou não gramática, mas sim de acabar com o preconceito lingüístico, tão disseminado nesse meio. O que se propõe é o respeito e aceitação de todas as formas lingüísticas como sendo boas, certas, comunicativas. Trata-se de abrir espaço para a diversidade, trocando a noção de certo e errado por adequado e inadequado.

O principal objetivo do ensino de português deve ser o desenvolvimento da competência comunicativa do aluno. Isso significa não a substituição de sua forma de falar por outra mais bonita ou mais certa, significa dotá-lo de amplas ferramentas lingüísticas que o permitam utilizar a linguagem de maneira eficiente em diferentes contextos.

É para ensinar a língua padrão sim! Mas é essencial que esse ensino seja feito maneira crítica, ajudando o aluno a enxergar o preconceito social que está por trás da linguagem usada pelas camadas não escolarizadas.

É para ensinar a língua padrão sim! Porém, é primordial fazer com que aluno analise criticamente as diversas relações que se estabelecem por meio da linguagem e não para silenciá-lo e bombardeá-lo dizendo que sua linguagem é pobre, errada e que ela não serve para nada.

Fazer educação com justiça é isso: dotar o aluno de ferramentas que o tornem autônomo, respeitador, cooperativo, competente linguisticamente e não um mero reprodutor de desigualdades e preconceitos.
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MARIA DAS DORES EVANGELISTA, PROFESSORA DE LÍNGUA PORTUGUESA